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Prezados Clientes,
O fenómeno da
desintermediação financeira alterou, ao longo das últimas duas
décadas, a tradicional forma de operar dos agentes financeiros. No
passado recente, surgiu um novo fenómeno, que designaríamos de
desintermediação da informação.
As consequências
desta revolução na área da informação irão, tal como então,
alterar a forma como as instituições se posicionam nos mercados
financeiros, dando origem ao aparecimento de novos operadores. De
facto, a informação é hoje em dia transmitida com grande rapidez
e actualidade, através de diferentes canais. A título de exemplo,
refira-se o facto de as notícias publicadas nos jornais diários
terem perdido a novidade de que sempre se revestiram, dado terem
ocorrido na véspera e serem já conhecidas da maioria dos leitores.
Mas qual a razão para
falar em informação numa empresa de serviços financeiros?
Precisamente, porque os meios actualmente disponíveis para
transmitir dados permitiram a criação de empresas especializadas
em analisar e vender, em tempo real, informação relacionada com os
mercados financeiros, nas vertentes macro e micro. Algumas casas de
investimento de renome passaram também a disponibilizar em tempo
útil o seu research, como forma de acrescentar valor a alguns dos
serviços que prestam aos seus clientes. Esta realidade tornou
dispensável a necessidade de equipas numerosas e especializadas na
produção de informação sobre os mercados, abrindo espaço para
pequenos operadores focados apenas na sua triagem e tratamento, para
posteriormente traduzirem a interpretação dos dados em decisões
de investimento.
Assim, torna-se
essencial, já não a produção, mas sim a interpretação e
sensibilidade adequadas a uma correcta descodificação da
quantidade de informação que todos os dias está disponível para
ser analisada. Para isso, é imperativo as sociedades dotarem-se de
Colaboradores que possuam as características adequadas a esta forma
de funcionamento. Autonomia, responsabilidade, criatividade e
imaginação, a par do domínio total das mais recentes teorias de
gestão de activos, são apenas alguns dos ingredientes
indispensáveis para que operadores especializados possam ter
sucesso nesta era de globalização. Se atendermos que a estruturas
piramidais e hierarquizadas se sucedem organizações horizontais e
informais, que processos de decisão complexos e morosos são
substituídos por processos descentralizados com decisões tomadas
em tempo real, e que gabinetes fechados e inacessíveis são
transformados em espaços abertos e funcionais, compreendemos que
estamos no centro de uma revolução organizacional compatível com
o fenómeno de desintermediação atrás referido.
A própria
realização pessoal e profissional passa cada vez mais pela
implementação do tipo de medidas anteriormente referidas,
incluindo também a alteração nas formas de remuneração. Estas,
baseadas tradicionalmente em salários fixos muitas vezes
desenquadrados, começam a ser substituídas por salários
variáveis, relacionados com o valor acrescentado imputável a cada
Colaborador.
Resumindo,
organizações pequenas em dimensão mas especializadas na função,
horizontais na organização mas piramidais na competência,
exigentes no desempenho mas flexíveis na remuneração e
descentralizadas no processo de decisão mas intransigentes na
qualidade dos resultados apresentados, têm o seu espaço próprio
na área da prestação dos serviços financeiros.
É esta a imagem que
procuramos transmitir. Hoje em dia, as constantes inovações e
oportunidades que surgem nos mercados obrigam a grande rapidez na
resposta a dar pelas empresas. Esta nova forma de estar não é
compatível com processos retrógrados e pouco funcionais. A
necessidade de adaptação é permanente, e quem pára num mercado
global que não pára, morre. Tudo é questionável, excepção
feita aos princípios éticos, de rigor e de transparência
inerentes a qualquer tipo de actividade.
A Grow pretende
afirmar-se como uma entidade moderna e inovadora na abordagem a um
segmento muito restrito dos investidores nacionais. A relação com
os clientes assentará em critérios objectivos, e principalmente em
conseguir obter rentabilidades compatíveis com os níveis de risco
assumidos. Sabemos, por experiência feita, que a maioria dos
investidores está cada vez menos disponível para ouvir
explicações de desempenho relativo excelente, mas que na prática
se traduz num resultado absoluto muitas vezes desanimador.
Procuraremos assim
responder objectivamente ás expectativas dos Clientes, e estamos
confiantes que a estratégia por que optámos é a correcta para as
atingir.
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